LITURGIA DIÁRIA

28ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira

Seremos julgados com a mesma medida que julgarmos o próximo

14/10/2021 07h40
Por: William Escobar
Fonte: Canção Nova
Foto: Divulgação
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Primeira Leitura (Rm 3,21-30)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos, 21agora, sem depender do regime da Lei, a justiça de Deus se manifestou, atestada pela Lei e pelos Profetas; 22justiça de Deus essa, que se realiza mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que têm a fé. Pois diante desta justiça não há distinção: 23todos pecaram e estão privados da glória de Deus, 24e a justificação se dá gratuitamente, por sua graça, em virtude da redenção realizada em Jesus Cristo.

25Deus destinou Jesus Cristo a ser, por seu próprio sangue, instrumento de expiação mediante a realidade da fé. Assim Deus mostrou sua justiça em ter deixado sem castigo os pecados cometidos outrora, 26no tempo de sua tolerância. Assim ainda ele demonstra sua justiça no tempo presente, para ser ele mesmo justo, e tornar justo aquele que vive a partir da fé em Jesus.

27Onde estaria, então, o direito de alguém se gloriar? — Foi excluído. Por qual lei? Pela lei das obras? — Absolutamente não, mas, sim, pela lei da fé. 28Com efeito, julgamos que o homem é justificado pela fé, sem a prática da Lei judaica. 29Acaso Deus é só dos judeus? Não é também Deus dos pagãos? Sim, é também Deus dos pagãos. 30Pois Deus é um só.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Responsório (Sl 129)

— No Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção!

— No Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção!

— Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, escutai a minha voz! Vossos ouvidos estejam bem atentos ao clamor da minha prece!

— Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir? Mas em vós se encontra o perdão, eu vos temo e em vós espero.

— No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. A minh’alma espera no Senhor mais que o vigia pela aurora.

Evangelho (Lc 11,47-54)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse o Senhor: 47“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos.

49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar”.

53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

HOMILIA

Seremos julgados com a mesma medida que julgarmos o próximo

“Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar” (Lucas 11,52).

Jesus, o Senhor da Vida e o verdadeiro Mestre da Vida, está não só puxando a orelha, mas chamando a atenção daqueles que são os mestres da Lei da Sua época, conhecedores da Lei de Deus, dos preceitos, da ciência sagrada. Porque eles se comportam como se fossem os detentores da verdade, como se fossem os donos do Céu, como se eles determinassem quem entra e quem não entra, quem faz a vontade de Deus e quem não faz. E a medida em que eles têm esse comportamento — porque eles querem prevalecer pelo conhecimento —,  se colocam acima dos outros, se colocam acima do bem e do mal e estão julgando a todos. Porém, estão cometendo a pior das injustiças porque estão sendo injustos com eles mesmos, não estão reparando a própria vida, eles não estão olhando o próprio comportamento, e aquilo que querem proibir nos outros estão praticando de forma pior.

É Deus quem julga os vivos e os mortos e há de nos julgar com a medida que medimos os outros

O excesso do querer saber, do achar que sabe torna a pessoa cega a respeito de si mesma, é por isso que os doutores da Lei não se enxergam. Como nós precisamos ter cuidado e atenção também para não cairmos nessa tentação, porque somos, muitas vezes, impelidos a acharmos que sabemos e conhecemos tudo e que tudo tem que passar pelo nosso critério, eu sei qual é a pessoa que está certa e a que está errada; julgo o comportamento deste ou daquele; aplaudo quem se comporta do jeito que eu gosto e reprovo; falo mal e, muitas vezes, lanço comentários, críticas duras, crio rótulos para julgar as pessoas, “Essa é convertida”, “Essa não é convertida”, quando, na verdade, preciso é colocar minha “barba de molho”, preciso colocar meu coração no forno da penitência, para que tome consciência dos meus pecados, das minhas fragilidades, dos meus erros, das minhas falhas, para que eu tome consciência de onde estou pecando, onde estou errando, falhando para não viver julgando.

Quando você encontra pessoas reunidas para julgar os outros, fuja! Ali é o lugar do encontro dos mestres da Lei. Quando você se põe junto aos outros para falar da vida dos outros, você está se juntando a esse grupo que se acham detentores da verdade. Como é difícil encontrarmos a humildade de quem sabe abaixar a cabeça e olhar para si próprio. E quando eu ver um irmão pecando, falhando, escandalizando, tenho que abaixar a minha cabeça e pedir misericórdia por mim, para que eu preste atenção se não estou fazendo do mesmo jeito ou parecido, para me reparar. E, conforme eu posso, devo ajudar esse meu irmão de quem eu falo, de quem julgo, (espero que a gente nem fale), mas se a mente já foi tentada a julgar que seja para ajudar; e, se não posso ajudar pela presença, que seja pela oração, mas jamais pela maledicência de falar mal do irmão, porque todas as vezes que assim o fizermos, estamos nos tornando mestres da Lei, tomando a chave da ciência e tornando-nos detentores das chaves do Céu, e isso Deus não confiou a nós, é Ele quem julga os vivos e os mortos e há de nos julgar com a medida que medimos os outros.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo - Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova. Contato: [email protected] 

SANTO DO DIA

São Calisto I

Os Papas da Igreja são, por excelência, os Príncipes do Cristianismo. E hoje lembramos um dos Príncipes da Fé que mais se destacou entre os primeiros Papas: São Calisto I.

Filho de uma humilde família romana, nasceu em 160. Administrador dos negócios de um comerciante, Calisto passou por grandes dificuldades, pois algo saiu de errado no trabalho, chegando a ser flagelado e deportado para a ilha da Sardenha, onde como condenação enfrentou trabalhos forçados nas minas, juntamente com cristãos condenados por motivos de fé.

Sem dúvida, com a convivência com os cristãos que enfrentavam o martírio, pois o Cristianismo era considerado religião ilegal, Calisto decidiu seguir a Jesus. Mais tarde, muitos cristãos foram resgatados do exílio e a comunidade cristã o libertou.

O Santo de hoje colaborou com o Papa Vítor e, depois, como diácono, ajudou o Papa Zeferino, em Roma, pois assumiu, com muita sabedoria, a administração das catacumbas, na Via Ápia, que eram aqueles cemitérios cristãos que se encontravam no subsolo por motivos de segurança, além disso, também serviam para celebrações litúrgicas e para guardar os corpos dos mártires e dos primeiros Papas para a ressurreição.

Apesar de sua origem escrava, com a morte do Papa Zeferino, o Clero e o povo elegeram Calisto como o sucessor desse. Foi perseguido, caluniado e morreu mártir, quando acabou condenado ao exílio. Segundo a tradição mais segura, morreu numa revolta popular contra os cristãos e foi lançado a um poço.

Durante os seis anos de pastoreio zeloso e santo, São Calisto I condenou a doutrina que se posicionava contra a Santíssima Trindade. Até o seu martírio, ele defendeu a Misericórdia de Deus, que se expressa pela Igreja, perdoa os pecados dos que cumprem as condições de penitência. Desse modo, Calisto combatia os rigoristas que condenavam os apóstatas adúlteros e homicidas.

São Calisto I, rogai por nós!

Jardim - MS
Atualizado às 00h14
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Poucas nuvens Máxima: 31° - Mínima: 17°
21°

Sensação

9.6 km/h

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Umidade

Fonte: Climatempo
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